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Logística Hospitalar – Gestão de estoques em farmácias
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16/04/2010
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Fonte: Logística Descomplicada
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Por Bruno Alves, Lívia Dias, Lucas Ribeiro e Wanderson Conceição
Insumos hospitalares e os medicamentos estocados nas farmácias possuem um custo elevado. Sabemos que no setor da saúde, principalmente em hospitais, os recursos estão cada vez mais escassos, o que obriga aos gestores desses estabelecimentos uma busca por novas metodologias de controle. Este artigo apresenta um estudo de caso analisando, do ponto de vista logístico, o controle de estoques de duas farmácias de hospitais distintos, um público e outro privado. O foco será dado às formas de controle do estoque e à relevância de programas específicos para uma maior economia. Para tanto, estudou-se pela análise ABC o grupo dos medicamentos de preços mais elevados que perderam sua validade no estoque hospitalar. Além da análise ABC, também foram utilizadas outras teorias logísticas como Ponto de Pedido e Lote Econômico de Compras, para melhoria do gerenciamento de estoques.
Dentro de um hospital, as questões focadas na administração de estoque dos medicamentos e a forma de distribuição destes em seus diferentes setores dizem muito em relação a qualidade da prestação de serviços pela farmácia.
Os estoques são considerados itens primordiais quando o objetivo é a redução de custos, devido a sua relevância no ciclo operacional das organizações. No Brasil, a taxa básica de juros fixada pelo governo e os juros de mercado são significativos, fazendo com que os custos de manutenção de estoques sejam mais elevados em relação aos países desenvolvidos, portanto, altas taxas de juros sinalizam a urgência na busca de níveis de estoques mais baixos.
As farmácias, principalmente se hospitalares, dependem de uma logística bastante complexa quanto ao abastecimento e distribuição de medicamentos, uma vez que, como cabe a elas prestar serviços destinados a saúde é necessário que tenham em estoque todos os medicamentos prescritos para o bom andamento da instituição de saúde. Os estoques da farmácia hospitalar são caracterizados por ciclos de demandas e de ressuprimentos, com flutuações significativas e altos graus de incerteza, fatores críticos diante da necessidade de manter medicamentos em disponibilidade na mesma proporção de sua utilização. Estes medicamentos/materiais são itens que chegam a representar, financeiramente, até 75% do que se consome em um hospital.
Observa-se que variáveis como o tempo de permanência em estoque e a quantidade de medicamentos armazenados estão entre as principais responsáveis pelo alto custo dos produtos nas farmácias hospitalares fazendo com que o custo de medicamentos apresente um crescimento significativo e mais expressivo comparado com a inflação dimensionada para a saúde.
Nos Estados Unidos, observou-se que o custo das drogas/leito ocupado/ano subiu de U$$ 6,744 em 1989 para U$$ 9,850 em 1992, U$$ 13,350 em 1995 e U$$ 21,677 em 1998. (CARVALHO, L. M. et al, Gerenciamento de Farmácia Hospitalar -“Seleção de Medicamentos, usando o método ABC”).
Com esses índices conseguimos observar que os custos operacionais crescentes da saúde são insustentáveis, tanto aos cofres públicos, quanto as organizações de saúde privadas.
Nesse cenário, as restrições orçamentárias conduzem os administradores da saúde à procura de novas medidas gerenciais como o controle de recursos financeiros aliados à eficiência de sua utilização e a redução dos custos operacionais concomitante com a melhoria da qualidade da assistência médica.
*Matéria resumida
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