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Quantos centros de distribuição minha empresa deve ter?
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13/05/2010
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Fonte: Logística Descomplicada
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Por Leandro Callegari Coelho
A pergunta do título deste artigo é bem simples: quantos centros de distribuição devemos ter? Esta é uma pergunta bastante comum em qualquer empresa que ofereça produtos ao mercado. Existem alguns métodos matemáticos capazes de responder a esta pergunta, mas poucos são capazes de levar em consideração os diversos aspectos que são influenciados por esta decisão.
Neste artigo vamos fazer uma análise completa dos problemas relacionados à decisão do número de centros de distribuição (CD):
1) Qual a missão do CD?
2) Qual o design do CD?
3) Qual a localização do CD?
4) Qual a utilidade operacional do CD?
O primeiro problema diz respeito a, por exemplo, quais produtos deverão ser estocados em cada CD, e qual a relação deste depósito nas estratégias da empresa (estratégias como nível de serviço, quantidade de estoques e formas de transporte).
O problema 2 tem a ver com a questão da propriedade: este CD deve ser próprio? Alugado? Financiado? Que tipo de automação será usada, robôs e máquinas distribuindo, coletando, guardando, ou com o uso de pessoas e veículos menos automatizados? Qual deverá ser o tamanho desta instalação?
O terceiro problema é um problema clássico de localização: queremos ficar mais próximos dos clientes ou dos fornecedores? Equilibrando os custos de transporte, onde fica mais barato? Outras questões devem ser levadas em consideração: qualificação da mão de obra naquela região, questões fiscais e até mesmo algo menos tangível, como presença no mercado.
Finalmente, a questão 4 vai fazer a atribuição dos clientes aos respectivos CDs: qual CD atenderá quais grupos de clientes? Quais distribuidores farão entregas diretas aos clientes, e quais distribuidores entregarão à quais CDs.
Assim, a resposta da pergunta do título deve passar pela análise destes quatro elementos, para que os custos totais sejam minimizados (veja artigo sobre Pesquisa Operacional para questões de minimização e otimização). Estes custos incluem: fabricação e fornecimento, transporte, armazenagem e estocagem, dentre outros.
Uma análise completa destes fatores dará mais segurança na hora de responder à pergunta principal, mas será muito útil em outras oportunidades: uma análise de cenários ficará muito simplificada se diversos dos elementos anteriores já tiverem sido discutidos.
Mudanças em questões ambientais (e não só do meio-ambiente, mas do ambiente de concorrência, de fornecimento, de consumo, de legislação, etc) exigem análises de cenários bem estruturadas, pois o redirecionamento do fornecimento e da distribuição para a demanda pode ser crucial na matriz de custos da empresa.
Outras mudanças dizem respeito àquelas que a empresa tem poder de controle, como aumento da capacidade ou relocalização das instalações. Da mesma forma, com um estudo prévio em mãos o decisor terá maiores chances de escolher a melhor opção.
Como sempre na logística, as decisões nunca são fáceis e nunca devem ser tomadas sem uma análise minuciosa das diversas dependências entre as áreas. Com as idéias deste artigo em mente, responda: quantos centros de distribuição você deve ter?
Leandro (leandro.callegaricoelho@cirrelt.ca) é Mestre em Engenharia de Produção com foco em Logística e Transportes pela Universidade Federal de Santa Catarina. É formado em Engenharia de Produção Elétrica e possui Especialização em Administração. Cursa Doutorado em Gestão de Operações e Logística no HEC Montréal (www.hec.ca), no Canadá, sendo membro do CIRRELT – Centro Interuniversitário de Pesquisa em Redes de Empresa, Logística e Transportes (www.cirrelt.ca). Atua na área de estratégia logística e estatística aplicada, especialmente modelos de previsão, controle estatístico e redução de estoques. É também editor do site Logística Descomplicada.
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