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Investimentos do Pão de Açúcar em 2010 devem ficar abaixo do 1,6 bi previsto
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29/07/2010
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Fonte: Portal Exame
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O Pão de Açúcar apresentou na última terça (27/7) seus resultados para o segundo trimestre (veja aqui a teleconferência de resultados). No semestre, a empresa investiu pouco menos de 400 milhões de reais. Foram inauguradas 24 lojas. A previsão para o segundo trimestre é de investir mais 800 milhões de reais - e encerrar 2010 com 1,2 bilhão de reais em investimentos.
Se a cifra for confirmada, significa que o Pão de Açúcar terminará o ano com investimentos menores que os 1,6 bilhão de reais previstos inicialmente.
Somente no segundo trimestre, foram 182,4 milhões de reais em investimentos, sendo 46,7 milhões de reais na abertura e construção de novas lojas e aquisição de terrenos; 84,2 milhões de reais em reformas e 51,5 milhões de reais em investimentos em infraestrutura. No mesmo período do ano passado, os investimentos foram de 113,8 milhões de reais. No acumulado do primeiro semestre, os investimentos foram de 389 milhões de reais.
A empresa acredita que é possível encerrar 2010 com o número de novas lojas previsto, mesmo com investimentos inferiores a 1,2 bilhão. Um dos desafios para a abertura de novas lojas, segundo Enéas Pestana, presidente do Grupo Pão de Açúcar, é o custo imobiliário crescente nos grandes centros. "Mas não é por conta disso que o 1,6 bilhão não será atingido", disse.
"Temos uma disciplina quanto a novos investimentos. Não se abre uma loja que não atinja a expectativa dessa disciplina", disse José Filippo, diretor executivo de serviços corporativos, finanças e TI. A empresa tem clareza em onde quer expandir, segundo Pestana. "Não vamos fazer aberturas só por fazer", disse.
Mercado aquecido
O crescimento de vendas não se dá exclusivamente pela expansão do mercado, a empresa também ganha market share, segundo Pestana. Mas o mercado vive um bom momento em 2010. Além da Copa do Mundo, as eleições também impulsionam o consumo, pois geram distribuição de renda, de acordo com Pestana. O aquecimento do mercado imobiliário também é um benefício. "Quem compra casa quer mobiliar", afirmou.
Apesar do bom momento, a empresa pretende manter uma política austera de controle de despesas para estar preparada caso o mercado piore. "Não trabalhamos pensando no mercado aquecido, pensamos no mercado ruim; é competição para brigar com quem tiver que brigar. Não é 'o mercado está fácil, então vamos subir a margem e ganhar dinheiro'", disse Pestana.
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